terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Bolhas de sabão (ploft!)

Como bolhas de sabão. Na luz refletidas são coloridas, com a simplicidade divertem. Mas frágeis, um simples movimento, toque ou alteração, estouram.
É fácil querer mudar, mas quase sempre é complicado pôr em prática tudo que se tem em mente. É preciso equilíbrio, mas onde encontrá-lo?
Melhor deixar tudo passar para que ele apareça por algumas semanas e para depois voltar a ser tudo como antes? Ou seria isso um exagero da minha parte, já que nem tudo está tão ruim ou drástico assim?
Talvez a grande solução é procurar o novo, assim o exagero (a angústia, a mágoa, a tristeza, blá blá blá) desaparece para que o equilíbrio tome seu lugar. É preciso ser a parte colorida da bolha de sabão. E quando vier a estourar, ser uma nova bolha de sabão colorida, porque afinal de contas, assim é que segue a vida e às vezes a gente nem percebe.

(Isabela, vamos escrever um livro de auto-ajuda? iuehieuheiuh brega!)

Boa Tarde!
Feliz Natal! :*

2 comentários:

Isabela disse...

Muito bem Ana, adorei o que escreveu! Bolhas de sabão, a metáfora foi legal, e acredito que tenhamos que tentar ser a parte colorida da bolha de sabão mesmo! Apesar de vivemos reclamando de alguma coisa, querer melhorar é sempre bom, nem que seja com um simples sorriso. Talvez nós reclamemos demais, e fazemos de menos... será?! Sempre fica a dúvida, e se pararmos para analisar, talvez nem sempre façamos o que queremos ou o que não queremos. Já estou ficando doida. Deixa pra lá.
Beijo Ana, e feliz natal pra você também! :*



*Vamos escrever um livro sim, mesmo que seja de auto-ajuda, depois conversamos mais sobre isso.

Mateus Orio disse...

Eu de namorado desatento que sou fico tentando provar pra mim mesmo que sei reparar nas coisas, e até o fim dos posts fico tentando reconhecer qual das duas que escreveu. Confesso que desta vez eu acabei errando minha suposição. Talvez a coisa do "ploft" e o pessimismo desacompanhado do sempre presente caçoamento da Ana de si mesma, essa coisa de rir das próprias ratas, sei como é, também faço isso, pq sempre quando caio eu rio, pra não chorar e pra ninguém pensar que doeu ou que fiquei sem graça, mas to fugindo do assunto. Acho que a primeira vez que constatei que a maioria dos planos naõ se concretizam foi bem precoce. Nem sei quantos anos eu tinha, talvez dez, talvez doze, talvez menos. Mas isso me acompanha sempre até hoje. Por isso às vezes a gente resolve carregar o piano nas costas, pq contar cozoutros muitas vezes não dá rock. Mas alguém sempre tem que puchar as coisas e é muito bom dar um puchão certeiro. A dica que dou é: vamos puchar com força que aí os desavisados são os primeiros a cair! A metáfora foi outra e agora não vou conseguir entrar nas bolhas de sabão, mas também espero que os bons momentos não sejam tão breves.